O leilão de concessões para a exploração de serviços de celular de terceira geração (3G), marcado pela Anatel para o próximo dia 18 de dezembro, já está interferindo nos planos de metas dos fornecedores de tecnologia para o setor para 2008.
De acordo com Fabiano Lima, Gerente de Vendas para o Brasil da RAD Data Communications, o interesse pelas concessões já foi expressamente comunicado pelas nove operadoras em atuação no Brasil – Vivo, TIM, Claro, Brasil Telecom, Oi, Sercomtel Celular, CBCT Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular – o que indicia uma forte perspectiva de investimentos nesta área.
Segundo ele, as operadoras, em seu conjunto, já estão se preparando para a corrida da diversificação da oferta de produtos para os assinantes, com novidades como o acesso a TV digital pelo celular, a localização por GPS, aplicações de videofone móvel e internet de banda larga pelo celular. “A Implementação destes novos produtos exigirá não só a compra de tecnologias novas, como também o alinhamento das estruturas atuais para suportar a convivência com os novos ambientes”, assinala Lima.
Além de ainda precisarem explorar a sua tradicional estrutura de tecnologias 2,0G e 2,5G, as operadoras assistem a rápidas evoluções no próprio ambiente 3G, onde já existe a migração de sistemas UMTS (com velocidade de 0,8 Mb) para o HSDPA, que representam até agora a maior evolução da banda larga móvel, atingindo os 3Mbps.
Presente em 160 países com suas tecnologias de acesso para operadoras e redes corporativas, a RAD vem acompanhando o crescimento da telefonia 3G com uma ampla família de produtos para rede de transporte de tráfego de celular (tecnicamente chamado de backhaul) que garante o tráfego de serviços convencionais e novos serviços de banda larga móvel sobre qualquer tipo de infra-estrutura. O executivo da RAD chama a atenção para o fato de que só o padrão mais avançado – e mais caro - desta tecnologia, com velocidade próxima dos 3,0 Mbps, já está em operação comercial ou em testes em 169 redes de 88 países pelos levantamentos da Global Mobile Supliers Association, devendo atingir 81 países até o final deste ano.
Mesmo antes do leilão de freqüências, a oferta de serviços 3G já mobiliza empresas como a Vivo, a Telemig Celular e a Claro, todas elas com pacotes de banda larga móvel focados tanto no público corporativo quanto no usuário final. A propósito, comenta Fabiano Lima, “o ânimo das operadoras pela nova corrida tecnológica pode ser ainda mais turbinado por fenômenos tão distintos quanto o recente lançamento da TV Digital brasileira, ou o interesse dos bancos em explorar o celular como meio de pagamento e relacionamento móvel com seus correntistas.”